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SOBRE MAMANGUAPE

A origem da história de Mamanguape se insere no processo de conquista da Paraíba, notadamente marcada por embates entre o colonizador (português) e o gentio (índio potiguara).

A conquista da terra deu-se através de uma política de expansão bem definida do domínio português, que visava reduzir os índios inimigos e promover a catequização de índios aliados, ou seja, levar a ‘civilização, os hábitos europeus e a fé cristã ao habitante do novo mundo’ e explorar madeiras de lei, especialmente o pau-brasil.

Em 20 de novembro de 1585, Martim Leitão e o capitão João Tavares em expedição atravessaram o rio Mamanguape em direção à Baía Traição, onde encontrando os Potiguara travaram luta sangrenta, porém conquistando a terra.

Podemos afirmar que Mamanguape tem sua origem a partir de aldeamentos indígenas. Apesar da posse formal da terra por Martim Leitão, atritos entre lusitanos e indígenas eram constantes, o que motivou a construção da aldeia Monte-Mor.

O povoado de Mamanguape que tinha como sede a Vila Monte-Mor, localizava-se às margens do Rio Mamanguape e prosperou muito economicamente, pois possuía condições naturais muito favoráveis, a saber: água em abundancia, rios propícios a navegação (rios Mamanguape e Camaratuba), solo fértil e o pau-brasil.

O topônimo Mamanguape é uma corruptela do tupi mamã-guape, que significa “onde se reúne para beber, no bebedouro”. Nome dado pelos índios ao Rio Mamanguape, que por sua vez deu nome a nossa cidade.

Mamanguape, que foi aldeia e vila, foi elevada à categoria de cidade pela Lei n0 1 de 25 de outubro de 1855, sancionada pelo Dr. Flávio da Silva Freire (Barão de Mamanguape).

Segundo Rodrigues (2008: p.45):

Já em 1855, Mamanguape, dada sua importância econômica, figurou em primeiro lugar entre os municípios paraibanos nas exportações de seus produtos (…).

Entre 1850 e 1900 Mamanguape atinge seu maior esplendor, tornando-se depois da Capital paraibana a cidade mais rica da província. Possuía uma aristocracia rural muito promissora, ruas calçadas e iluminadas a lampião de azeite, comércio pujante de tecidos finos e mercadorias importadas, sobrados ornados com azulejos, famílias portuguesas e italianas e uma sociedade que se inspirava nos hábitos franceses.

Em 1859, mais precisamente em 27 de dezembro de 1859, D. Pedro II, imperador do Brasil, e sua comitiva de duzentas pessoas chegam à Mamanguape. A cidade os recebeu festivamente, sendo agraciado com as chaves da cidade e em seguida foi hospedado na casa do Dr. Antonio Francisco de Almeida Albuquerque (onde hoje funciona o Paço Municipal).

Vossa alteza visitou ainda alguns lugares durante sua visita ao florescente município, conforme nos explicitam Andrade e Vasconcelos (2005:p.87):

O Imperador se dirigiu à Igreja Matriz. Observou as imagens de madeira, lustres de baracá, a grande lâmpada de prata do sacrário e as tribunas pertencentes aos senhores de engenhos e comerciantes abastados (…). Em seguida, visitou a Igreja do Rosário, construída por negros escravos, e a cadeia pública. Procurou saber do tratamento que os presos recebiam, a qualidade dos alimentos, a higiene, o trabalho e o lazer. Esteve na Casa da Câmara, e dirigiu-se à escola primária de maior frequência. Ficou orgulhoso da turma, 55 matriculados, 42 presentes e 15 em aulas de Latim, (…) admirou-se com as aulas de latim em uma escola primaria (registrou em seu diário).

Quando regressou à Corte, o Imperador agraciou o Dr. Flávio Clementino da Silva Freire com o título de Barão de Mamanguape. Mamanguape foi um das principais núcleos econômicos e populacionais da Paraíba no século XIX.

Sua economia dependia quase exclusivamente da indústria da sacarose exportadora. Com a decadência deste setor, causada tanto por fatores internos (perca da mão-de-obra escrava, decadência do porto de Salema, principal ponto de transações comerciais e a construção da estrada de ferro que mudou a rota comercial para o brejo paraibano), quanto por externos (concorrência com o açúcar caribenho), levou a estagnação econômica deste pólo ao longo do século XX.

A partir de 1924 a condição econômica passa a ser retomada com a Fábrica de Tecidos Rio Tinto, no distrito de Rio Tinto, e em 1940 a instalação da Usina Monte Alegre, no Vale do Mamanguape. Em 1953, a instalação da Agência Caixa Econômica e o abastecimento d’água. Em 1958, a Maternidade Nossa Senhora do Rosário e a iluminação da cidade, com o uso de energia elétrica. Em 1970, a BR 101, ligando João Pessoa – Mamanguape – Natal. A instalação de agências bancárias e Destilarias como Miriri.

Assim a cidade outrora abandonada e considerada decadente ressurge ‘das cinzas’, de acordo com Costa (2005: p. 49): “É o Mamanguape de hoje, que ainda não readquiriu o estágio da importância que tinha no passado, mas nos dá o presente testemunho que está lutando por seu antigo ‘status”.

Referencias Bibliográficas

ANDRADE, Ana Isabel de Souza Leão, VASCONCELOS, Severina Maria Oliveira de. Mamanguape, 150 anos: uma cidade histórica. Mamanguape: Prefeitura Municipal de Mamanguape, 2005.

COSTA, Adailton Coelho. Mamanguape Minha Terra. João Pessoa. 2ª. ed. João Pessoa: Unigraf, 2005.

RODRIGUES, Adiel Alves. Panorama de Mamanguape: uma exposição histórica do município. Recife: Comunigraf, 2008.

[vc_text_separator title=”HINO – Saudade de Mamanguape”]

Mamanguape,é minha terra
Onde a luz primeiro vi
Onde lições de virtude
De meus pais eu recebi

Saudades eu tenho da terra natal
De meu mamanguape meu doce fanal (Bis)

Lá cresci… e aprendi…
Saber rir, saber chorar
Amo muito a minha terra
Tenho gosto em confessar (Bis)

Ausente da minha terra
Passageiro é a alegria
Um ano parece um século
Parece ano um dia (Bis)

Mamanguape tens beleza
Tantas que não sei contar
Diz-me oculto o coração
Que só lá devo morar (Bis)

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